Nada de interessante na TV, só um filme sobre jovens perseguidos por um assassino.
Seis da manhã. Se não estivesse tão cedo eu ligaria pra dizer bom dia, se a conversa se prolongasse diria que sinto falta, que queria você por aqui, junto com essa caneca cheia de café, dividindo um dos meus cigarros. Ah, lembrei que você não curte mais o careta. Sem problemas, acho que não se importaria com o cheiro. Ou se importaria? Tudo bem, eu deixaria esse vício horroroso de lado se isso fosse mesmo importante. De qualquer maneira vou mandar uma mensagem simples e curta. “Bom dia”. Eu sei que você não vai responder, mas eu gosto de te desejar coisas boas.
O dia está bonito, algumas pancadinhas de chuva, o céu um pouco nublado. Sim, eu tenho uma concepção de “belo dia” diferente das outras pessoas. Todos os dias são belos dias, depende apenas de como você se sente no determinado momento. Não dispenso uma praia com um sol estourando e o céu azul, mas eu não estou lá com aquela animação pra sair do meu canto, então um dia bonito para mim era isso, pelo menos hoje.
Vem cá, deita a cabeça aqui no meu colo, o sofá está pedindo você, eu também. Eu te faço um cafuné e um carinho. Deixa pra lá, esquece o que eu disse, eu sei que digo algumas bobagens quando estou carente. Você se incomoda? Espero que não. É que tá faltando você nessa casa vazia.
Estou pensando aqui comigo. Será que essa vai ser uma das escritas sem um final? Eu sempre escrevo cartas sem final. Vai ver não tenho essa facilidade de dizer adeus e sempre termino com um ar de “...”.
O filme começou a ficar interessante, mas prefiro um romance. Li uma vez a seguinte frase “Amor é quando você vê um filme e imagina a pessoa sendo a personagem principal”. É verdade, não concorda? Sempre te imagino, penso como se fosse nossa história. Ah, o que mais eu digo? Eu te amo. Mas ah, você sabe disso.
Calma, antes de se cansar de ler, não se esqueça de passar aqui, tá bem? Ou mande notícias. SMS, telefonema, e-mail. Sei lá, me procura.
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